Ceará empata na Argentina pela Copa Sul-Americana

O Ceará empatou com o Arsenal de Sarandí, da Argentina, por 1 a 1, em sua primeira partida fora do país. O resultado deixa o Alvinegro, provisoriamente, na liderança do Grupo C da Copa Sul-Americana, com 4 pontos. A partida foi controlada pela equipe do técnico Guto Ferreira mostrando um bom desempenho do sistema defensivo do Vovô.
Alguns aspectos que chamaram a atenção foi as chances desperdiçadas ao longo da partida, foram 17 finalizações à meta do gol do time argentino, com boa atuação do goleiro Medina.
Analisando a partida como um todo, Guto Ferreira avaliou bem o rendimento da equipe, pensando na proposta da competição.
Agora o Ceará muda o foco, porque no próximo sábado o Alvinegro tem o primeiro jogo da final da Copa do Nordeste, diante do Bahia, em Salvador, às 16 horas.
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Por Rodrigo Magalhães
Fortaleza vai ter 63 pontos de vacinação contra a Covid-19 neste sábado
A Prefeitura de Fortaleza divulgou nesta sexta-feira, como vai ocorrer a vacinação contra a Covid-19 no fim de semana na Capital.
A secretária de saúde, Aline Gouveia, detalhou os locais de vacinação que vão estar em funcionamento sábado e domingo e alertou ao público de observar local e data na lista de agendamento disponível no site da prefeitura.
Aline Gouveia anunciou, também, a abertura de seis postos para dar apoio às UPAs – Unidades de Pronto Atendimento, para casos de síndrome gripal leve nesse fim de semana.
A Sesa – Secretaria de Saúde do Ceará informou que o estado deve iniciar “em breve” a terceira fase da imunização contra o novo coronavírus.
A terceira fase é prevista para ser o maior grupo de vacinados no Estado, com os segmentos de cearenses com comorbidades ou deficiências permanentes graves.
Por Ana Luiza Marques
Um em cada três países do mundo sofre violações de liberdade religiosa

No seu 15º Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo, a ACN alerta para graves violações a este direito fundamental em todo o mundo.
O Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo, edição 2021, produzido pela ACN, observa que a liberdade religiosa é violada em um de cada três países no mundo. De acordo com este relatório – apresentado oficialmente em Roma e em outras grandes cidades do mundo no dia 20 de abril – este direito fundamental não foi respeitado em 62 (31,6%) dos 196 países do mundo entre 2018 e 2020.
Conforme o relatório, em 26 desses países as pessoas sofrem perseguições. Em 95% deles, a situação piorou ainda mais durante o período em análise. Nove países aparecem nesta categoria pela primeira vez: sete na África (Burkina Faso, Camarões, Chade, Comores, República Democrática do Congo, Mali e Moçambique) e dois na Ásia (Malásia e Sri Lanka).
Graves violações de liberdade e perseguição extrema
As estatísticas refletem uma das principais conclusões do relatório: a radicalização do continente africano. Especialmente na África Subsaariana e Oriental, onde houve um aumento dramático da presença de grupos jihadistas. Violações da liberdade religiosa – incluindo perseguição extrema, como assassinatos em massa – estão ocorrendo agora em 42% de todos os países africanos. Burkina Faso e Moçambique são apenas dois exemplos notáveis.
A radicalização afeta não apenas o continente africano. O RFR revela um aumento de redes islamistas transnacionais que se estendem do Mali a Moçambique na África Subsaariana, às Comores no Oceano Índico e às Filipinas no Mar do Sul da China. O objetivo é criar um chamado “califado transcontinental”.
Restrições cibernéticas são as novidades que aparecem no relatório
O relatório destaca outra nova tendência: o abuso de tecnologia digital. Redes cibernéticas e vigilância em massa baseada em inteligência artificial (IA) e tecnologia de reconhecimento facial. O objetivo é aumentar o controle e a discriminação em algumas das nações com o pior histórico de liberdade religiosa. Isso é mais evidente na China, onde o Partido Comunista Chinês tem oprimido grupos religiosos com a ajuda de 626 milhões de câmeras de vigilância aprimoradas por IA e scanners de smartphones. Grupos jihadistas também estão usando tecnologia digital para radicalizar e recrutar seguidores.
Em outras descobertas, a pesquisa mostrou que em 42 países (21%), renunciar ou mudar de religião pode levar a graves consequências jurídicas e ou sociais. Elas vão desde o ostracismo dentro da família até a pena de morte.
Graves violações, como a violência sexual, é usada como arma
O relatório destaca e denuncia o aumento da violência sexual usada como arma contra as minorias religiosas – crimes contra mulheres e meninas que são sequestradas, estupradas e forçadas a se converter. Enfim, hoje, cerca de 67% da população mundial, ou cerca de 5,2 bilhões de pessoas, vivem em países onde há graves violações da liberdade religiosa, incluindo as nações mais populosas – China, Índia e Paquistão. Em muitos deles, as minorias religiosas são as mais visadas. De acordo com o relatório, a perseguição religiosa por governos autoritários também se intensificou.
A promoção da supremacia étnica e religiosa em alguns países de maioria hindu e budista na Ásia levou a uma maior opressão das minorias. Aliás, muitas vezes seus membros foram reduzidos a cidadãos de segunda classe. A Índia é o exemplo mais extremo, mas políticas semelhantes se aplicam no Paquistão, Nepal, Sri Lanka e Mianmar, entre outros.
No Ocidente, conclui o relatório, tem havido um aumento da “perseguição educada”. Este é um termo usado pelo Papa Francisco para descrever como novas normas e valores culturais entram em conflito profundo com os direitos individuais à liberdade de consciência e condenam a religião “para os recintos fechados de igrejas, sinagogas ou mesquitas ”.
Covid-19 teve impacto sobre a liberdade religiosa
O relatório também aborda o profundo impacto da pandemia COVID-19 sobre o direito à liberdade religiosa. Afinal, diante da magnitude da emergência, os governos consideraram necessário impor medidas extraordinárias. Em alguns países, como Paquistão ou Índia, a ajuda humanitária foi negada às minorias religiosas. Especialmente nas redes sociais, a pandemia também foi usada como pretexto para estigmatizar certos grupos religiosos por espalhar e causar a pandemia.
Refletindo sobre a gravidade das conclusões do RFR, o Presidente Executivo da ACN Internacional, Dr. Thomas Heine-Geldern, declarou: “Lamentavelmente, apesar das – embora importantes – iniciativas da ONU e da equipe de embaixadores da liberdade religiosa, até o momento a resposta da comunidade internacional à violência baseada na religião, e perseguição religiosa em geral, pode ser categorizada como muito pouco e muito tarde. ”
Publicado pela primeira vez em 1999, o relatório bienal analisa até que ponto o direito humano fundamental à liberdade religiosa, protegido pelo Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, é respeitado por todas as religiões nos 196 países do mundo.
Apresentação do Relatório de Liberdade Religiosa no Brasil
Aqui no Brasil o Relatório de Liberdade Religiosa contará com um evento de apresentação no dia 27 de abril, a partir das 19h, com transmissão pelo canal da ACN Brasil no Youtube e pelo Facebook da ACN Brasil. O evento, que será apresentado pelo jornalista Aldo Quiroga, contará com as participações já confirmadas de Dom Walmor de Oliveira, Presidente da CNBB; Dom Odilo Scherer, Arcebispo de São Paulo; Dom Orani Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro; e Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil.
Acesse o Relatório de Liberdade Religiosa.
Fonte: Ajuda à Igreja que Sofre