Nossa Senhora do Carmo e o Escapulário

O uso do escapulário é umas devoções mais populares entre os católicos. O objeto é considerado um sacramental. Segundo, o Catecismo da Igreja Católica,  sacramentais são sinais sagrados instituídos pela Igreja, quem tem como objetivo preparar os fiéis para receber o fruto dos sacramentos e santificar as diferentes circunstâncias da vida.

 

Quem vem ao Shalom da Paz, em Fortaleza, ou mesmo quem acompanhou pelo Youtube as Missas do Cerco de Jericó 2020, deve ter notado algo diferente nas vestes dos participantes. As sete missas em preparação à Festa dos Arcanjos tiveram como tema a vida do profeta Elias e a devoção a Nossa Senhora do Carmo. Padre Antonio Furtado, responsável pela organização do Cerco, teve como inspiração realizar a imposição do escapulário. Muitos fiéis receberam o sacramental, e tanto eles, como o sacerdote, utilizaram o escapulário durante as sete celebrações. A devoção encontrou tanta adesão entre os participantes das Missas que o Padre sugeriu que ela permanecesse. A partir do mês de outubro, todo dia 16 há um encontro dos devotos de Nossa Senhora do Carmo. Por meio de uma Missa, momento de Adoração, ou de formação, aqueles que estão utilizando o escapulário tem uma oportunidade de crescer na devoção e aprofundar a fé.

 

História 

O escapulário tem sua origem a partir de uma aparição de Nossa Senhora e está profundamente ligada à vocação carmelita. Os eremitas que viviam nas grutas do Monte Carmelo viram-se obrigados a migrar para a Europa, após a tomada da Terra Santa. Lá, encontraram diversos obstáculos e o Carmelo corria o risco de se extinguir.

O Superior Geral dos carmelitas, Frei Simão Stock recorria sem cessar à Virgem Maria, pedindo-lhe proteção e que não deixasse a Ordem morrer. Nossa Senhora ouviu a súplica do religioso e em 16 de julho de 1251 apareceu a São Simão entregando-lhe o escapulário e dizendo: “O escapulário será para ti um privilégio, e quem morrer piedosamente revestido com ele será preservado do fim eterno”. Desde então, o escapulário passou a fazer parte do hábito dos carmelitas.

 

Indulgências

O uso piedoso do escapulário além de favorecer a união com a Virgem Maria e com Jesus, obtém uma indulgência parcial, cujo valor aumenta na proporção da piedade e fervor de quem o usa.

Quem recebe pela primeira vez o escapulário durante as Festas de Nossa Senhora do Carmo, de Santa Teresa de Ávila, de São João da Cruz, de Santo Elias, de Santa Teresinha do Menino Jesus, de todos os santos carmelitas e de São Simão Stock, pode lucrar a Indulgência Plenária. Para isso, são exigidas: a Confissão, Comunhão eucarística, oração pelo Papa (por exemplo: um Pai-nosso e uma Ave-Maria) e o propósito firme de querer observar os compromissos da associação do escapulário.

 

Cuidados 

Muitas pessoas usam o escapulário, mas infelizmente não conhecem a fundo seu significado e o que seu uso implica na vida do cristão. Este sacramental deve ser usado piedosamente, ou seja, deve levar quem usa à uma vida piedosa, coerente, segundo os mandamentos de Deus, na vivência dos sacramentos e no desejo de um coração semelhante ao da Virgem Maria. O escapulário jamais pode ser considerado como uma espécie de amuleto ou objeto de superstição.

 

Adquira o seu escapulário

O céu está sempre a nos presentear com formas diversas de nos aproximar de Deus. Deixe o Espírito Santo te inspirar e encontre a devoção que melhor te conduza ao Senhor. Se você ficou interessado em conhecer mais a devoção de Nossa Senhora do Carmo, visite a livraria da Rádio Shalom. Temos o escapulário em diferentes tamanhos, você pode encomendar o seu. Durante as celebrações, padre Antonio Furtado realiza a imposição.

 

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós.

Devoção à Divina Misericórdia

 

Mergulhar o ouvinte na devoção divulgada por Santa Faustina é o intuito do programa A Hora da Misericórdia. Às 15h, Padre Antonio Furtado dá início à recitação do Terço da Misericórdia e milhares de pessoas, de diferentes estados e países rezam junto e enviam suas intenções. Durante o programa, há ainda um quadro dedicado à Santa Faustina, com Socorro Frate e um momento de reflexão com a Palavra de Deus.

Origem

A origem do Terço da Misericórdia remonta ao ano de 1935, mais propriamente ao dia 14 de setembro, Festa da Exaltação da Santa Cruz. Nesta data, Jesus apareceu à religiosa polonesa, Faustina Kowalska.

A humanidade vivia grandes desafios: Segunda Guerra Mundial, regimes totalitários, guerras civis. A própria Santa Faustina, em seu Diário, escreveu que sentia sua intercessão impotente diante de tantos sofrimentos.

Foi nesse contexto que Jesus surgiu com o ensinamento de uma oração para aplacar a Ira Divina. Ele queria nos unir espiritualmente ao Seu próprio Sacrifício, levando-nos a uma conciliação com o Pai Celestial.

Quando Jesus apareceu a Santa Faustina, disse: “Agora é tempo de misericórdia”. E, pediu para que ela escrevesse:

“Antes de vir como Justo Juiz, venho como Rei da Misericórdia. Agora prolongo os dias de misericórdia, mas ai daqueles que não reconhecerem o tempo da Minha visita”.

Hora da Misericórdia

Jesus falou a Santa Faustina sobre a hora em que Ele foi morto na cruz:

“Às três horas da tarde implora a minha misericórdia especialmente pelos pecadores, e ao menos por um breve tempo, reflete sobre a minha Paixão e Morte, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. É a ho0ra de grande Misericórdia para o mundo. Permitirei que penetres na minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que me pedir pela Minha Paixão”.

O Terço da Misericórdia

Certa vez, Santa Faustina teve uma visão da ira de Deus, que mandava um Anjo com raios na mão destruir uma parte da terra. Em oração, pediu que Deus tivesse misericórdia do mundo. Ela, então, recebeu do próprio Jesus o ensinamento para rezar o Terço da Misericórdia.

“Eterno Pai, eu vos ofereço o corpo e o sangue, alma e divindade de vosso diletíssimo filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação de nossos pecados e do mundo inteiro; pela sua dolorosa paixão, tende misericórdia de nós”.

Promessas de Jesus

Jesus prometeu a Santa Faustina que concederia grandes graças a quem rezar este Terço.

“As almas que rezarem este Terço serão envolvidas pela Minha misericórdia durante a sua vida; Oh! que grandes graças concederei às almas que recitarem este Terço. As entranhas da Minha misericórdia comovem-se por aqueles que recitam este Terço; Minha filha, exorta as almas a rezarem esse Terço que te dei. Pela recitação desse Terço agrada-Me dar tudo o que Me peçam se estiver de acordo com a Minha vontade”.

“Os sacerdotes o  recomendam aos pecadores como a última tábua de salvação. Ainda que o pecador seja o mais empedernido, se recitar esse Terço uma só vez, alcançará a graça da Minha infinita misericórdia. Quando os pecadores empedernidos o recitarem, encherei de paz as suas almas”.

“Na hora da morte defenderei como Minha glória toda alma que recitar esse Terço, ou quando outros o recitarem junto a um agonizante eles conseguirão a mesma indulgência. Quando recitam esse Terço junto a um agonizante, aplaca-se a ira de Deus, uma inconcebível misericórdia envolve a alma e abrem-se as entranhas da Minha misericórdia, pela dolorosa Paixão do Meu Filho”.

Quadro da Divina Misericórdia

Conta Santa Faustina em seu diário: 

“À noite, quando me encontrava na minha cela, vi Nosso Senhor vestido de branco. Uma das mãos erguida para a benção, e a outra tocava-lhe a túnica, sobre o peito. Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e o outro pálido. Logo depois, Jesus me disse: 

“Pinta uma imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: ‘Jesus, eu confio em Vós’. Desejo que esta Imagem seja venerada, primeiramente, na vossa capela e, depois, no mundo inteiro. Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na Terra, a vitória sobre os inimigos e, especialmente, na hora da morte”.

Outro dia, estando Santa Faustina em  oração, Cristo lhe disse: 

“Os dois raios representam o Sangue e a Água: o raio pálido significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas. Ambos os raios jorraram das entranhas da Minha misericórdia quando, na cruz, o Meu coração agonizante foi aberto pela lança. Estes raios defendem as almas da ira do Meu Pai. Feliz aquele que viver à sua sombra, porque não será atingido pelo braço da justiça de Deus”.

Segundo os relatos de Santa Faustina, Jesus disse que ela deveria difundir essa nova devoção. Atualmente, a Devoção à Divina Misericórdia é conhecida no mundo inteiro. Na Polônia, desde o ano de 2002, existe um documento da Igreja que concede Indulgência Plenária a quem rezar o Terço da Misericórdia em uma Igreja ou Capela, com o Santíssimo Sacramento exposto ou no Sacrário, após a Confissão, a Comunhão Sacramental e oração pelo Papa.