Tarifa de ônibus em Fortaleza não terá aumento em 2021

Foto: Marcos Studart

 

O valor da tarifa de ônibus em Fortaleza não terá aumento neste ano. Isso porque a Prefeitura e o Governo do Estado firmaram parceria para subsidiar a tarifa do transporte coletivo em 2021 em um investimento mensal de R$ 4 milhões.

A medida foi anunciada em live transmitida pelas redes sociais pelo prefeito de Fortaleza, José Sarto, e o governador Camilo Santana, nesta terça-feira (11/05).

O reajuste mais recente havia sido implementado em janeiro de 2019.

De acordo com o prefeito de Fortaleza, a ação com o Governo do Estado é mais uma medida de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, que vai preservar o valor da tarifa.

O governador Camilo Santana também anunciou que o preço da tarifa do metrô de Fortaleza vai ser mantido, assim como a gratuidade do VLT.

O prefeito e o governador vão encaminhar a proposta à Câmara Municipal de Fortaleza e à Assembleia Legislativa do Ceará.

Tarifas em Fortaleza

– Inteira: R$ 3,60;

– Tarifa estudantil: R$ 1,60;

– Hora Social (segunda a sexta, das 9h ‪às 11h e das 14h ‪às 16h): R$ 3,00 (inteira) e R$ 1,30 (tarifa estudantil)

– Tarifa Social (domingos, 13 de abril, 31 de dezembro e 01 de janeiro): R$ 3,00 (inteira) e R$ 1,30 (tarifa estudantil)

– Linha Central: R$ 0,50 (inteira) e R$ 0,25 (tarifa estudantil)

Ouça a reportagem

 

Jornalismo Rádio Shalom

Papa Francisco institui o Ministério de Catequista

Foi publicado nesta terça-feira (11) o Motu proprio “Antiquum ministerium” com o qual Francisco institui o ministério de catequista: uma necessidade urgente para a evangelização no mundo contemporâneo, a ser realizada sob forma secular, sem cair na clericalização.

 

“Fidelidade ao passado e responsabilidade pelo presente” são “as condições indispensáveis para que a Igreja possa desempenhar a sua missão no mundo”: assim escreve o Papa Francisco no Motu proprio “Antiquum ministerium” – assinado ontem, 10 de maio, memória litúrgica de São João de Ávila, presbítero e doutor da Igreja – com o qual institui o ministério de catequista. No contexto da evangelização no mundo contemporâneo e diante da “imposição de uma cultura globalizada”, de fato, “é necessário reconhecer a presença de leigos e leigas que, em virtude de seu Batismo, se sentem chamados a colaborar no serviço da catequese”. Além disso o Pontífice enfatiza a importância de “um encontro autêntico com as gerações mais jovens”, como também “a necessidade de metodologias e instrumentos criativos que tornem o anúncio do Evangelho coerente com a transformação missionária da Igreja”.

Um novo ministério, mas com origens antigas

O novo ministério tem origens muito antigas que remontam ao Novo Testamento: de forma germinal, é mencionado, por exemplo, no Evangelho de Lucas e nas Cartas de São Paulo Apóstolo aos Coríntios e aos Gálatas. Mas “toda a história da evangelização nestes dois milênios”, escreve o Papa, “manifesta com grande evidência como foi eficaz a missão dos catequistas”, que asseguraram que “a fé fosse um válido sustentáculo para a existência pessoal de cada ser humano”, chegando ao ponto de “até dar a sua vida” para este fim. Por isso desde o Concílio Vaticano II tem havido uma crescente consciência de que “a tarefa do catequista é da maior importância”, bem como necessária para o “desenvolvimento da comunidade cristã”. Ainda hoje, continua o Motu Proprio, “muitos catequistas competentes e perseverantes” realizam “uma missão insubstituível na transmissão e no aprofundamento da fé”, enquanto uma “longa série” de beatos, santos e mártires catequistas “marcaram a missão da Igreja”, constituindo “uma fonte fecunda para toda a história da espiritualidade cristã”.

Transformar a sociedade através dos valores cristãos

Sem diminuir em nada a “missão própria do bispo, o primeiro catequista na sua diocese”, nem a “responsabilidade peculiar dos pais” quanto à formação cristã de seus filhos, portanto, o Papa exorta a valorizar os leigos que colaboram no serviço da catequese, indo ao encontro “dos muitos que esperam conhecer a beleza, a bondade e a verdade da fé cristã”. É tarefa dos Pastores – destaca ainda Francisco – reconhecer “ministérios laicais capazes de contribuir para a transformação da sociedade através da penetração dos valores cristãos no mundo social, político e econômico”.

Evitar formas de clericalização

Testemunha da fé, mestre, mistagogo, acompanhante e pedagogo, o catequista – explica o Pontífice – é chamado a exprimir a sua competência no serviço pastoral da transmissão da fé desde o primeiro anúncio até a preparação para os sacramentos da iniciação cristã, incluindo a formação permanente. Mas tudo isso só é possível “através da oração, do estudo e da participação direta na vida da comunidade”, para que a identidade do catequista se desenvolva com “coerência e responsabilidade”. Receber o ministério laical de catequista, de fato, “imprime uma acentuação maior ao empenho missionário típico de cada batizado”. E deve ser desempenhado – recomenda Francisco – “de forma plenamente secular, sem cair em qualquer tentativa de clericalização”.

Congregação para o Culto Divino publicará Rito de Instituição

O ministério laical de catequista também tem “um forte valor vocacional” porque “é um serviço estável prestado à Igreja local” que requer “o devido discernimento por parte do bispo” e um Rito de Instituição especial que a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicará em breve. Ao mesmo tempo – assinala o Pontífice – os catequistas devem ser homens e mulheres “de fé profunda e maturidade humana”; devem participar ativamente da vida da comunidade cristã; devem ser capazes de “acolhimento, generosidade e uma vida de comunhão fraterna”; devem ser formados do ponto de vista bíblico, teológico, pastoral e pedagógico; devem ter amadurecido a prévia experiência da catequese; devem colaborar fielmente com os presbíteros e diáconos e “ser animados por um verdadeiro entusiasmo apostólico”.

O convite do Papa para as Conferências Episcopais

Por fim, o Papa convida as Conferências Episcopais a “tornarem realidade o ministério de catequista”, estabelecendo o iter formativo necessário e os critérios normativos para o acesso ao mesmo, encontrando as formas mais coerentes para o serviço e em conformidade com o Motu proprio que poderá também ser recebido, “com base no próprio direito particular”, pelas Igrejas Orientais.

Fonte: Vatican News

 

Jovens se unem no Santuário de Aparecida para rezar pelo fim da pandemia

Nesta quinta-feira (06) o Santuário de Aparecida se uniu ao Papa Francisco, aos cristãos de todo o mundo e aos 30 santuários marianos em diversos países, para rezar pelo fim da pandemia.

A oração do Santo Terço no Altar Central da Basílica atende ao pedido do Papa Francisco, de rezar pedindo a intercessão da Mãe de Deus, dentro deste ano da Família e no mês que é dedicado às mães.

Jovens rezam o terço em Aparecida – Foto: Santuário Nacional

 

Em Aparecida, a oração teve também como intenção os jovens, para que, a exemplo de Maria, façam de suas vidas doação, partilha e confiança constante em Deus.

No primeiro mistério, a oração foi pelos jovens vocacionados; no segundo, pelos jovens que atuam nas pastorais e movimentos da Igreja; no terceiro mistério, pelos jovens que enfrentam dificuldades; no quarto mistério, por todos os casais de jovens que, ao longo deste período de pandemia, apresentaram seus filhos para serem batizados; no quinto mistério, por todos os jovens que perderam familiares, parentes e amigos, que morreram vítimas da pandemia da COVID-19.

A presença dos jovens foi marcante em toda a celebração, como na entrada da imagem de Nossa Senhora Aparecida, na oferta das flores e na contemplação do Santo Terço. Participaram da oração os adolescentes beneficiados pelas Obras Sociais do Santuário Nacional e jovens que trabalham em diversos setores da Basílica.

O Santo Terço também lembrou dos jovens do continente africano, americano, europeu, Oceania e continente asiático.

A celebração foi encerrada com a Oração do Santo Papa pelo fim da pandemia.

Dom Orlando Brandes – Foto: Santuário Nacional

“À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus” Na dramática situação atual, carregada de sofrimentos e angústias que oprimem o mundo inteiro, recorremos a Vós, Mãe de Deus e nossa Mãe, refugiando-nos sob a vossa proteção.

Ó Virgem Maria, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos nesta pandemia do coronavírus e confortai a quantos se sentem perdidos e choram pelos seus familiares mortos e, por vezes, sepultados de uma maneira que fere a alma.

Sustentai aqueles que estão angustiados por terem pessoas enfermas de quem não se podem aproximar, para impedir o contágio. Infundi confiança em quem vive ansioso com o futuro incerto e com as consequências sobre a economia e o trabalho.

Mãe de Deus e nossa Mãe, alcançai-nos de Deus, Pai de misericórdia, que esta dura prova termine e que volte um horizonte de esperança e de paz. Como em Caná, intervinde junto do vosso Divino Filho, pedindo-Lhe que conforte as famílias dos doentes e das vítimas e abra os seus corações à confiança.

Protegei os médicos, os enfermeiros, os agentes de saúde, os voluntários que, neste período de emergência, estão na vanguarda arriscando a própria vida para salvar outras vidas. Acompanhai a sua fadiga heroica e dai-lhes força, bondade e saúde.

Permanecei junto daqueles que assistem noite e dia os doentes, e dos sacerdotes que procuram ajudar e apoiar a todos, com solicitude pastoral e dedicação evangélica.

Virgem Santa, iluminai as mentes dos homens e mulheres da ciência, a fim de que possam encontrar as soluções justas para vencer este vírus.

Assisti os Responsáveis das nações, para que atuem com sabedoria, solicitude e generosidade, socorrendo aqueles que não têm o necessário para viver, programando soluções sociais e econômicas com clarividência e espírito de solidariedade.

Maria Santíssima, tocai as consciências para que as somas enormes usadas para aumentar e aperfeiçoar os armamentos sejam, antes, destinadas a promover estudos adequados para prevenir catástrofes do gênero no futuro.

Mãe amadíssima, fazei crescer no mundo o sentido de pertença a uma única grande família, na certeza do vínculo que une a todos, para acudirmos, com espírito fraterno e solidário, à tanta pobreza e às inúmeras situações de miséria. Encorajai a firmeza na fé, a perseverança no serviço, a constância na oração.

Ó Maria, consoladora dos aflitos, abraçai todos os vossos filhos atribulados e alcançai-nos a graça de que Deus intervenha com a Sua mão onipotente para nos libertar desta terrível pandemia, de modo que a vida possa retomar com serenidade ao seu curso normal.

Confiamo-nos a Vós, que resplandeceis sobre o nosso caminho como sinal de salvação e de esperança, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. Amém.

Reveja a Oração do Terço pelo fim da pandemia no Santuário Nacional de Aparecida.

 

Maratona de oração no mês de maio

O Papa Francisco abriu a maratona de oração pelo fim da pandemia no dia 1º de maio, rezando na Capela Gregoriana da Basílica de São Pedro, diante de um ícone da Virgem Maria, venerado na Basílica Vaticana desde o século VII. No dia 31 de maio o pontífice encerrará o calendário de preces rezando nos Jardins do Vaticano.

Fonte: Santuário Nacional de Aparecida