Cantor Pedro Ivo lança seu primeiro single autoral: “Eu estaria perdido sem ti”
“Deus me fez entender desde criança que quando Ele nos dá um dom é pra colocá-lo a disposição, assim como a própria Igreja ensina”.

Ouça a entrevista com o cantor Pedro Ivo
Quais são os seus sonhos? O que você tem feito para torná-los realidade?
Um dos sonhos do cantor Pedro Ivo era conseguir gravar suas próprias composições, do seu jeito e da forma como ele queria.
Para realiza-lo ele passou por uma maratona e ao longo desse trajeto foi encontrando pessoas que o incentivaram, embora alguns dissessem que seria impossível e que ele não iria conseguir.
Depois de um longo tempo Pedro Ivo realizou o seu sonho; no dia 23 de abril ele lançou o seu primeiro single autoral: “Eu estaria perdido sem ti”. Marco inicial na sua carreira solo pela música católica.
Natural de Goianésia – GO, Pedro Ivo tem 32 anos e atualmente mora em São Paulo – SP.
Durante três anos ele foi seminarista da diocese de Uruaçu-GO e missionário da Comunidade Shalom por sete anos.
Dentro da Comunidade era intérprete e compositor. Algumas das canções mais conhecidas são: Tua Presença Cura, Toda Adoração, Fonte Inesgotável (que inclusive o Amor e Adoração fez um feat com o MSH).
A música para Pedro Ivo é algo que sempre fez parte da sua vida. Ele começou a cantar ainda criança, por volta dos 10 anos, quando participava da Secretaria Samuel, que na época era o Ministério de Crianças da Renovação Carismática Católica.
Aos 14 anos ele compôs a sua primeira canção. “Eu sentia o desejo de transbordar o que estava dentro de mim”, afirma Pedro Ivo ao recordar a música que continua a ser cantada na sua paróquia de origem.
Após a primeira composição ele não parou. Para Pedro Ivo esse é um dom dado por Deus que ele procura aperfeiçoar cada vez mais. “Deus me fez entender desde criança que quando Ele nos dá um dom é pra colocá-lo a disposição, assim como a própria Igreja ensina”.
As inspirações das suas músicas partem da sua própria vida e surgem a partir da sua experiência com o amor misericordioso de Deus. “Eu fui muito alcançado pela misericórdia de Deus e eu quero através das minhas canções também fazer com que as pessoas sejam alcançadas. Eu quero que as pessoas tenham uma experiência real com a misericórdia”.
“Eu estaria perdido sem ti” é o primeiro single autoral de Pedro Ivo. A composição nasceu em um Acamp´s – Acampamento de Jovens da Comunidade Shalom, em Fortaleza, a pedido do coordenador do evento.
“Eu quis cantar uma canção onde eu me via sem a misericórdia de Deus, onde eu tentava me imaginar sem ter conhecido Deus e o seu amor. Por isso a canção ‘Eu estaria perdido sem ti’ fala sobre onde eu estaria sem a paz e o amor de Deus, o que eu consegui buscando a liberdade fora dele, depois eu declarando que ele é o meu Deus, que ele pode tudo, que ele pode transformar a minha vida”.
O primeiro trabalho solo de Pedro Ivo foi realizado de maneira independente, sem vínculo com nenhuma gravadora, nem editora.
Você pode ouvir a música “Eu estaria perdido sem ti” no Spotify e assistir o clipe no canal do YouTube de Pedro Ivo.
Reportagem: Amauri Almeida
São José Operário nosso exemplo de trabalho
No dia primeiro de maio comemoramos o Dia do Trabalho e nesta mesma data a Igreja nos apresenta a figura de São José Operário. O santo carpinteiro é modelo para todos aqueles que exercem a sua profissão com dignidade e justiça.

A festa de São José Operário foi instituída em 1955 pelo Papa Pio XII. Na ocasião o Santo Padre, diante de 200 mil operários reunidos na Praça de São Pedro, em Roma, declarou: “Neste 1º de maio, que o mundo do trabalho assumiu como festa própria, queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire, na vida social, as leis da equitativa repartição de direitos e deveres”.
A memória litúrgica de São José, no dia dedicado ao trabalho, destaca a atenção da Igreja em relação aos direitos trabalhistas e também mostra que ela está ao lado dos operários. Ao colocar o pai adotivo de Jesus como modelo e protetor dos trabalhadores, a Igreja reconhece a dignidade do trabalho e o seu respeito por eles.
A exemplo de São José somos chamados a santificar as nossas atividades profissionais. Buscar a santidade no trabalho corresponde a esforçar-se para fazê-lo bem, ou seja, com profissionalismo.
Outro santo de mesmo nome, São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, escreveu que: “Deus não te arranca do teu ambiente, não te retira do mundo, nem do teu estado de vida, nem das tuas ambições humanas nobres, nem do teu trabalho profissional… mas, aí, te quer santo!”. Este é o sentido do trabalho, nos santificar. No Catecismo da Igreja Católica também encontramos que “o trabalho não é um castigo, mas a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível” (§ 378).
A Igreja ainda nos diz através do seu Catecismo que “o valor primordial do trabalho pertence ao próprio homem, seu autor e destinatário. O trabalho é para o homem e não o homem para o trabalho” (§ 2428). Nos dias de hoje corremos o risco de colocar a nossa carreira acima de tudo esquecendo do essencial, que é o próprio Deus. Fazemos de tudo pelo sucesso profissional e deixamos de viver, muitas vezes com o pretexto de dar o melhor para nossa família e, no entanto, acabamos por destruir o nosso lar, pois esquecemos que o amor é o principal.
No carisma Shalom, São José é venerado como intercessor no que diz respeito à providência dos bens materiais para o sustento da obra evangelizadora da Comunidade.
O consagrado da Comunidade Shalom Cassiano Azevedo acredita que a devoção a São José na Comunidade como provedor é inspirada em Santa Teresa D’Ávila, baluarte da Comunidade, que invocava o pai adotivo de Jesus em meio às dificuldades do Carmelo.
“A nossa baluarte dizia que consagrava todas as necessidades das casas que ela fundava a São José e nunca ficou decepcionada, segundo ela; depois de Jesus e Maria, São José é aquele que nós mais devemos devoção, aquele que mais teve intimidade com o Messias”.
Cassiano Azevedo é autor do livro “José: referencial para o homem de hoje”. A obra tem como objetivo tornar a figura de José mais próxima da humanidade, a fim de que ele seja um referencial para o homem de hoje.
Você encontra este livro e outros produtos católicos, no site e nas lojas físicas da Livraria Shalom.
Que São José Operário seja o nosso modelo, ele que foi o provedor da Família de Nazaré nos ensine a sermos bons profissionais e acima de tudo ser dóceis a vontade de Deus.
São José Operário – Rogai por nós!
Por: Amauri Almeida Santos
Confira a entrevista com Cassiano Azevedo sobre São José
O encontro com Deus por meio do rap

Para o rapper Thiago dos Anjos, mais do que um estilo musical, o rap se transformou em uma forma de evangelização.
Ouça a reportagem
Nascido na Jamaica, mais ou menos na década de 1960, o rap, começou a ficar mais conhecido no início da década de 1970 entre os norte-americanos. O ritmo foi se desenvolvendo entre as classes pobres dos Estados Unidos, particularmente entre os afro-americanos e os hispânicos.
O rap se caracteriza pelo seu discurso rítmico com rimas e poesias. O estilo musical faz parte do movimento Hip-Hop.
No Brasil ele está mais associado em favelas e periferias, o rap chegou no país no final dos anos 1980.
Naquela época, as pessoas não aceitavam o rap, pois consideravam este estilo musical como sendo algo violento e tipicamente de periferia, mas com o decorrer dos anos, foi identificado como um estilo forte que associa sentimentos em forma de música.
Para o rapper Thiago dos Anjos, 34 anos, mais do que um estilo musical. o rap se transformou em uma forma de evangelização.
Natural de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, foi durante a sua adolescência que Thiago descobriu o rap. Aos 16 anos ele começou a escrever suas primeiras rimas.
Em 2018, Thiago dos Anjos, lançou “Apartai-vos do Mal”, seu primeiro EP, com sete faixas que trazem mensagens espirituais e foca na formação da consciência do público do rap.
Para o rapper as inspirações das suas composições são envolvidas pela sua experiência com Deus. “Eu guardo sempre na minha consciência de levar uma mensagem de Deus, uma mensagem coerente que desperte nas pessoas uma reflexão”, afirma Thiago.
O seu desejo é que cada vez mais o rap ganhe espaço no meio católico.
“No meio secular já é um gênero consolidado, com grandes artistas e profissionalismo e dentro da Igreja também precisamos viver isso e fazer dessa forma. Não para confrontar e entrar em guerra com artistas seculares, mas para passar adiante e mostrar que fazemos um trabalho bem feito e com uma mensagem edificante”.
Foi em 2015, quando era vocacionado da Comunidade Shalom que Thiago dos Anjos sentiu que deveria iniciar um trabalho de evangelização através do rap.
A composição “O que o Shalom traz” foi o seu primeiro single, e desde então, outras inspirações foram surgindo. Em março o rapper Thiago dos Anjos lançou mais um single “O que ainda não se vê”.
Reportagem: Amauri Almeida
Confira o novo single de Thiago dos Anjos “O que ainda não se vê”